Leilão do petróleo tem arrecadação recorde de R$ 8,9 bilhões

Plataforma de Petróleo (Foto: Divulgação)

 

A 16ª Rodada de licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP) teve recorde de R$ 8,9 bilhões em bônus de assinatura. Apesar do bom resultado, apenas 12 dos 36 blocos ofertados foram arrematados. Não houve interesse pelo blocos no entorno do parque marinho de Abrolhos, cuja inclusão foi alvo de protestos.

Um dos blocos arrematados, na Bacia de Campos, chegou a ter ágio 1.744,10%. Quem arrematou a área chamada de C-M-477 foi um consórcio entre Petrobras e a britânica BP Energy. As companhias pagaram um bônus de R$ 2, 045 bilhões, apesar do bônus mínimo de R$ 110,8 milhões. Essa foi a única proposta vencedora feita pela estatal, que tentou ainda outra área, mas não levou.

Outro destaque foi a Petronas, petroleira da Malásia que levou suas primeiras áreas em leilões. A companhia veio com apetite e levou três áreas, das quais duas sozinhas e uma em consórcio com Total e QPI. A companhia ainda tentou outras áreas, mas perdeu para outras rivais.

Hoje, a Petronas tem apenas 50% de participação no campo de Tartaruga Verde, na Bacia de Campos, mas o processo de compra pela Petrobras ainda não foi concluída.

Ao todo, as áreas da Bacia de Campos geraram um bônus de R$ 8,554 bilhões. A maior parte foi levada por concsórcios. Das dez áreas arrematadas, só quatro tiveram ganhadores feitos por uma única empresa. A americana Chevron levou quatro áreas em parcerias distintas, como com a Repsol, Shell, QPI e Wintershall. Entre os destaques, está ainda a Repsol, que também levou três áreas, das quais duas em consórcio.