O que a lista dos 20 mais ricos da África diz sobre a economia da região

Aliko Dangote, apontado pela revista Forbes como o homem mais rico da África, tem planos bilionários (Foto: Wikimedia Commons)

 

Preocupado porque o dólar atingiu uma cotação recorde e isso vai atrapalhar a viagem para os Estados Unidos? Na África, a instabilidade econômica interfere muito mais nas finanças pessoais. Ao longo de apenas um semestre, em 2009, a moeda do Zimbábue se desvalorizou 95% — e assim Strive Masiyiwa, o mais rico do país, viu sua fortuna encolher de US$ 2,3 bilhões para US$ 1,1 bilhão.

A lista dos 20 mais ricos da África, elaborada pela revista Forbes, reflete a instabilidade econômica do continente, com grandes saltos de uma edição para outra. Nos últimos 12 meses, a soma das fortunas desse grupo seleto cresceu de US$ 68,7 bilhões para US$ 73,4 bilhões — principalmente pela variação na cotação das ações de suas empresas. O homem mais rico é o mesmo há nove anos: Aliko Dangote, da Nigéria, dono da fabricante de cimento Dangote Cement. Ele tem US$ 10,1 bilhões de patrimônio pessoal, tanto quanto em 2011. Mas na última década seu patrimônio cresceu até quase dobrar (em 2014, chegou a US$ 21,6 bilhões) e então caiu.

saiba mais

  • Os 22 homens mais ricos do mundo têm mais dinheiro que todas as mulheres da África
  • Presidente da África do Sul: a África está aberta a fazer negócios

Apesar de ainda estável, a África avançou na última década. Em 2020, os vinte mais ricos vieram de oito países: Egito, África do Sul, Nigéria, Marrocos, Argélia, Angola, Tanzânia e Zimbábue. É um panorama mais equilibrado do que em 2011, quando apenas quatro (Egito, África do Sul, Nigéria e Marrocos) estavam representados. Num universo de 54 nações, há espaço para mais.